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A vida acontece nos momentos de improviso

Nesta semana participei do CHRO Fórum, organizado pela ABRH-SP, um dos eventos mais relevantes para quem acompanha o futuro da gestão de pessoas. O tema central deste ano foi “Batidas Humanas na Era da IA”, e eu tive a honra de ser um dos palestrantes.

A minha mesa discutiu as novas formas de trabalho. Embora esse assunto geralmente seja tratado a partir da ótica das empresas, fiz questão de levar para o debate quem mais precisa ser escutado nesse cenário: os profissionais, que são quem realmente formam as organizações.

Mas sabe o que mais me chamou atenção? Curiosamente, não foi a inteligência artificial, mas sim o humano.

Explico. Tanto nas apresentações dos outros palestrantes quanto na troca nos bastidores com os presentes, reapareceu um padrão que eu já tinha observado ao longo da minha carreira e durante o processo de escrita do livro.

Quanto mais a gente conversa com líderes autênticos, mais eles contam que suas trajetórias foram marcadas por desvios, surpresas, acasos e decisões que não estavam no plano.

Ninguém havia previsto exatamente onde chegaria. E, no fundo, isso vale para quase todo mundo.

A vida, assim como a carreira, acontece no improviso.

Isso não significa viver no modo Zeca Pagodinho, “deixa a vida me levar”. Também não significa ignorar a importância de planejar. Pelo contrário.

Planejar é essencial.

Mas planejar não garante controle. Planejar garante movimento.

E é no movimento que o improviso aparece.

É quando você estuda o mercado, observa tendências, ajusta sua narrativa, conversa com pessoas, testa caminhos, que as oportunidades surgem. Não quando você está inerte esperando que algo caia do céu.

E é exatamente aqui que a inteligência artificial entra de um jeito diferente do que se imagina.

A IA ajuda, acelera, organiza, automatiza.

– Mas ela não vive.
– Ela não improvisa.
– Ela não sente contexto.
– Ela não toma decisões a partir da história de vida, das experiências, dos acasos e das sutilezas que moldam quem somos.

Há um espaço enorme para a intuição, a criatividade, o improviso e o nosso famoso “jogo de cintura”. A vida acontece nesses espaços.

O futuro do trabalho será cada vez mais tecnológico, sim. Mas também será cada vez mais humano.

Porque somos nós os protagonistas dos futuros que queremos para nós e nossos filhos.

 Se você quiser construir uma carreira que faça sentido para você e compreender como navegar nos improvisos que surgem pelo caminho, recomendo meu livro Global Workers: Escolha seu melhor futuro. Nele, explico como planejar de forma inteligente, sem engessar a vida, e como navegar esse novo mundo do trabalho com autonomia, flexibilidade e oportunidades.

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