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Dúvidas que mais recebi depois da entrevista ao Estadão

No último domingo saiu uma entrevista minha ao Estadão sobre carreiras globais e o novo mundo do trabalho.

Como costuma acontecer quando o engrevistado ganha visibilidade, recebi muitas mensagens nos últimos dias. Algumas compartilhando histórias pessoais, outras pedindo orientação, além de muitas dúvidas.

Como de costume, muitas dessas perguntas se repetiam. Então resolvi usar a newsletter de hoje para responder às mais frequentes.

  1. Precisa falar inglês?

Normalmente respondo essa pergunta com outra pergunta.

Você se sentiria confortável passando por um processo seletivo em inglês?

Porque, na prática, é isso que acontece. Em empresas globais é comum conversar com diferentes pessoas durante o processo.

O nível necessário varia conforme a função e a senioridade. Quanto mais estratégica a posição, maior tende a ser a interação com times de outros países. Em funções mais técnicas ou com equipes locais maiores, essa exposição pode ser menor.

Mas, de forma geral, o inglês continua sendo uma habilidade técnica necessária para quem quer atuar no mercado global.

  1. Existe vaga para a minha formação?

Também recebo muitas mensagens do tipo: “sou psicólogo, existe vaga para psicologia?” ou “sou economista, existe vaga para economia?”.

Uma empresa que contrata global workers continua sendo uma empresa como qualquer outra. Ela precisa de bons profissionais nas mais diversas áreas.

O que pesa na decisão de contratação raramente é o diploma. O que realmente importa é a experiência profissional e a capacidade de resolver problemas.

Quando uma empresa decide contratar alguém que está em outro país, ela quer alguém preparado para contribuir.

  1. Existe limite de idade?

Também recebi mensagens de profissionais com 40 ou 50 anos perguntando se ainda faz sentido tentar.

Na minha experiência, o mercado global é um dos mais democráticos que existe. Convivi, no meu dia a dia corporativo, com profissionais 40+ se reportando para outros bem mais jovens, e isso nunca foi um problema. 

Em muitos casos, experiência e maturidade profissional são exatamente o que elas procuram.

  1. Você pode me ajudar a conseguir uma vaga?

Aqui existe um pequeno mal-entendido.

Passei muitos anos trabalhando com recrutamento internacional, mas hoje meu papel é outro: sou mentor de carreiras globais, autor do livro Global Workers: Escolha seu melhor futuro e executivo.

Além disso, é importante entender como funciona o trabalho de um recrutador. Ele trabalha para a vaga, não para o candidato. Ou seja, parte da vaga para encontrar o profissional que tenha match com aquela oportunidade. 

Portanto, abordar indiscriminadamente recrutadores para que eles “te ajudem”, refaçam o seu currículo, trabalhem para você é um erro estratégico tremendo.  

Resumindo, todas essas perguntas nos levam ao mesmo ponto: como se preparar.

Para quem quer entrar nesse mercado, costumo resumir essa preparação em três etapas, que são a base do Método Gworker..

  1. Descoberta – Entender o mercado e como suas habilidades se adequam a ele.

O primeiro passo é buscar informação.

Muita gente ainda sabe pouco sobre esse universo. Não conhece as empresas que contratam profissionais no Brasil, não entende as formas de contratação e nem sabe onde essas vagas aparecem.

Por isso, o começo é estudar. Ler, acompanhar conteúdos sobre o tema e entender como esse mercado funciona.

Depois dessa visão de mercado, vem a segunda parte dessa etapa: olhar para si mesmo.

Quais são seus pontos fortes? Quais experiências você já teve? E o que ainda precisa desenvolver para se tornar um profissional valorizado nesse mercado?

Esse é o ponto de partida.

  1. Construção – Construir sua narrativa profissional

Depois vem o trabalho de transformar a etapa anterior em algo que faça sentido. 

Narrativa, aqui, significa algo muito simples: como você conta a sua história profissional para um potencial empregador.

Isso passa pelo currículo, que nada mais é do que a sua narrativa escrita. Em muitos casos, ele precisará ser ajustado ou até reconstruído do zero. A forma importa: currículo em inglês, objetivo, claro, sem excessos ou informações que não agregam.

Mas a narrativa não é apenas escrita. Ela também é oral.

É a forma como você se apresenta em entrevistas, como conversa com as pessoas, como conecta sua trajetória aos desafios da vaga e como mostra por que você pode ser útil para aquela empresa.

  1. Execução – Hora de colocar tudo em prática

A terceira etapa é partir para ação.

Existem três caminhos principais para chegar a uma vaga global.

Ser encontrado por um recrutador.
Construir conexões e networking.
Ou fazer a busca ativa de vagas.

Eu prefiro combinar os três. Ou, como costumo dizer, fazer a sorte trabalhar a nosso favor.

Se você quiser percorrer esse caminho de forma independente, meu livro Global Workers: Escolha seu melhor futuro vai te ajudar. Ele aprofunda cada uma dessas etapas e te mostra como fazer..

Mas, se preferir contar com um acompanhamento mais próximo nesse processo de preparação para o mercado global, você também pode aplicar na minha Mentoria Gworker.

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