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O que empresas globais buscam além do currículo

Todo começo de ano nos provoca certas reflexões.

É quando a gente começa a repensar a vida que leva. Não apenas o trabalho, mas a rotina, as escolhas feitas até aqui e, principalmente, se o caminho atual ainda faz sentido.

Esse movimento costuma vir acompanhado de alguns questionamentos…

– “É isso mesmo que eu quero pra mim?”

-“Dá pra ganhar melhor?”

-“Existe outra forma de trabalhar e viver?”

E, a primeira iniciativa costuma ser: rever o currículo.

Janeiro é disparado o mês em que mais recebo mensagens sobre isso. Pedidos de ajuda, dúvidas sobre formato, sobre o que tirar ou acrescentar.

O currículo vira o ponto de partida natural dessa reflexão. E ele pode ser um bom começo.

Mas é importante relativizar o papel que ele realmente tem, especialmente quando falamos de empresas globais.

O currículo deve ser encarado como a narrativa da sua carreira profissional e tudo o que construiu até aqui.

Mas, na prática, empresas que contratam profissionais “anywhere” estão olhando para mais coisas. Elas querem entender como você pensa, como se comunica, como resolve problemas e como entrega resultado em contextos menos estruturados, mais distribuídos e com menos controle direto.

Por isso, o peso do currículo, isoladamente, diminui.

Não porque ele deixou de ser importante, mas porque virou apenas uma peça de uma engrenagem maior.

Empresas globais valorizam autonomia, clareza, capacidade de execução e leitura de contexto.

Querem profissionais que consigam se organizar sozinhos, priorizar, tomar decisão e se posicionar com segurança, muitas vezes em ambientes multiculturais e com pouca hierarquia.

Isso dificilmente aparece apenas em uma lista de cargos e títulos conquistados.

Quando bem usado, o currículo deixa de ser um amontoado de palavras-chave e passa a ser uma ferramenta de organização da sua narrativa. Ele ajuda você a enxergar sua trajetória, identificar padrões, conectar experiências e dar coerência ao que construiu até aqui

Mas quando vira apenas um exercício mecânico, de “cuspir palavras no papel”, ele perde força.

E não comunica aquilo que mais importa para quem contrata globalmente: potencial de entrega no futuro.

Buscar uma posição mais interessante, uma remuneração melhor ou um estilo de vida mais alinhado com quem você é, exige algo além de ajustes no CV.

Exige compreensão desse novo mercado de trabalho, domínio da sua narrativa e proatividade no mapeamento e buscas das oportunidades que interessam a você.

Talvez o começo de ano não seja preciso só “arrumar o currículo” e sim, é o momento de reorganizar a história que você quer construir daqui pra frente. Não apenas para seu futuro empregador, mas para você mesmo.

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